REDAÇÃO ACADÊMICA

 

 Uma variedade de textos circula no meio acadêmico: fichamento, resenha, resumo, artigo, monografia... O domínio da estrutura desses textos é, portanto, uma necessidade do aluno universitário. Alguns desses gêneros são solicitados mesmo no ensino básico, embora nem sempre os alunos sejam devidamente orientados. Nesta seção, apresentaremos algumas orientações gerais sobre os tipos mais comuns, direcionando, inclusive, para muitos trabalhos sobre o tema já publicados na web. Antes, porém, de falar especificamente sobre os variados textos, destacamos alguns aspectos que devem ser considerados.

1) Escrever texto acadêmico NÃO é o mesmo que copiar-colar

     A facilidade de encontrar na web textos sobre os mais variados assuntos associada à facilidade de apertar as teclas CRTL+C / CRTL+V produz péssimos resultados no meio escolar e acadêmico. A primeira questão que assola nesse caso é a questão do direito autoral. Copiar texto de outrem, sem citar a fonte, fingindo ser seu é plágio. E plágio fere brutalmente a ética e a Lei dos Direitos Autorais. A propósito, confira aqui a Cartilha sobre Plágio que uma comissão da Universidade Federal Fluminense (UFF) elaborou para educar seus alunos.

Essa prática é tão comum que há vários softwares que detectam cópias (veja aqui uma lista desses programas). Na busca de burlar a cópia, muitos recorrem a artíficios, como substituição por sinônimos, mudança na ordem das palavras, alteração na ordem dos parágrafos... E o resultado é uma colcha de retalhos, não um texto. Já vi a estratégia de usar um original inglês traduzido automaticamente para o português, na ilusão de estar apresentando um texto original. Ora, para além de a tradução por máquina ser imperfeita, uma tradução requer menção ao original. O suposto texto construído desse jeito era um amaranhado de frases sem sentido. 

   A segunda questão é que, mesmo que as fontes sejam citadas, um texto, para ser chamado de seu, precisa ter algo de sua contribuição. A ideia de que fazer um trabalho significa coletar informações na Internet e jogá-las uma após uma no processador de textos e ao final colocar os endereços web está errada. Esse parece ser um hábito iniciado na escola. O professor solicita um trabalho sobre determinado assunto e lá vai o aluno ao Google digitar o tema e recolher as páginas. Copia um texto aqui, outro acolá, põe uma imagem para ilustrar e está feito o "trabalho".  Basta fazer uma capa, colocar o nome e os dos colegas da "equipe" (aliás, esse é outro problema que vou abordar adiante), colocar no final os endereços de onde tirou as informações e está pronto para ser entregue ao professor. Ora, isso não é fazer um trabalho sobre determinado assunto, a não ser que se diga que o que se quer é uma mera pesquisa sobre determinado tema. Ou melhor dizendo, uma pesquisa na web. Se o objetivo for outro, for produzir um texto com base numa pesquisa prévia, isto não terá sido feito com o recurso copiar-colar. 

 2) Escrever requer leitura e pesquisa

    Não se pode escrever se não se tem o que dizer. E para se ter o que dizer, é necessário antes pesquisar e ler sobre o tema. A depender da situação, pode ser necessário ler mais de um texto. Na verdade, quanto mais leituras você tiver, mais será fácil escrever sobre qualquer tema. É óbvio até, porque os textos se intercruzam. A leitura de um auxilia o entendimento de outro. Se você precisa escrever um texto acadêmico, tem de começar dominando as técnicas de leitura. Deve ler mais de uma vez, assinalando trechos e palavras-chave. Deve buscar auxílio do dicionário ou de especialistas diante de palavras técnicas. Enfim, deve dissercar o texto.

3) Escrever é um processo

   É necessário compreender a escrita não como um produto, algo acabado, em sua perfeição ou imperfeição. Encare como um processo, como algo que pode (e muitas vezes, deve) ser sempre melhorado. Como processo, dá-se em etapas que começa, como já dissemos, com a leitura (por sua vez, também dividida em fases), passa pelo esquema ou roteiro das ideias, chega à primeira versão, vai à revisão até chegar àquela versão que, embora não definitiva, vez que processo, é a que oferecemos ao leitor. 

 

Partindo desses pressupostos, vejamos os variados tipos de textos acadêmicos, destacando os mais usados na vida acadêmica e profissional do futuro professor de língua(s). Para tanto, basta seguir o submenu. 

 

 

 

 

 

 

      

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